<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Laise Kasaoka</title>
	<atom:link href="https://laisekasaoka.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://laisekasaoka.com/</link>
	<description>Psicologia Intercultural</description>
	<lastBuildDate>Wed, 02 Sep 2026 12:57:46 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1</generator>

<image>
	<url>https://laisekasaoka.com/wp-content/uploads/2021/04/Favicon-150x150.png</url>
	<title>Laise Kasaoka</title>
	<link>https://laisekasaoka.com/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Como a migração mexe com a identidade profissional</title>
		<link>https://laisekasaoka.com/como-a-migracao-mexe-com-a-identidade-profissional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laise Kasaoka]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 12:57:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[autonomia]]></category>
		<category><![CDATA[carreira no exterior]]></category>
		<category><![CDATA[identidade profissional]]></category>
		<category><![CDATA[solidão]]></category>
		<category><![CDATA[status profissional]]></category>
		<category><![CDATA[terapia online]]></category>
		<category><![CDATA[vida profissional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://laisekasaoka.com/?p=421</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quem você é quando o cargo, o diploma e a rede que você construiu ficam para trás? Um olhar sobre a identidade profissional de mulheres que migraram e por que reconstruí-la não significa começar do zero. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://laisekasaoka.com/como-a-migracao-mexe-com-a-identidade-profissional/">Como a migração mexe com a identidade profissional</a> aparece primeiro em <a href="https://laisekasaoka.com">Laise Kasaoka</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Muitas de nós crescemos acreditando que precisaríamos ser financeiramente independentes e que, para isso, deveríamos estudar, trabalhar e construir uma carreira. E esse acaba sendo um dos temas centrais trabalhados em terapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você também cresceu pensando assim? Vejo uma grande semelhança entre a minha história e a de várias mulheres que moram no exterior e que eu acompanho em terapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu, por exemplo, comecei a estagiar nos primeiros anos da faculdade de Psicologia e, desde então, não parei mais de trabalhar. Naquela época, um dos meus objetivos era ocupar um cargo de gestão, o que acabou se concretizando após anos de muita dedicação ao trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas das minhas clientes também contam que começaram a trabalhar muito jovens, algumas antes mesmo de entrar na faculdade e que já estavam com o lado profissional mais tranquilo quando foram viver em outro país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De um jeito ou de outro, é comum ver histórias de mulheres que construíram uma carreira sólida no Brasil antes de mudarem de país. Adquiriram conhecimento, ocuparam diferentes posições, desenvolveram competências e conquistaram a própria independência financeira. E, com o passar dos anos, o trabalho passou a fazer parte não apenas da rotina, mas também da maneira como se enxergavam e se apresentavam para o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então veio a migração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para algumas, mudar de país representou uma escolha profissional. Para outras, uma decisão familiar ou a oportunidade de acompanhar o cônjuge. Também há quem tenha migrado em busca de segurança, qualidade de vida, novas experiências ou melhores possibilidades para os filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente da motivação, uma mudança internacional costuma mexer com várias dimensões da nossa identidade. E a identidade profissional, muitas vezes, é uma das mais afetadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A profissão também responde à pergunta “quem sou eu?”</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A identidade não é formada por uma única característica. Somos mulheres, mães, filhas, amigas, companheiras, profissionais, brasileiras, migrantes e tantas outras coisas ao mesmo tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas diferentes dimensões se relacionam e vão ganhando mais ou menos espaço de acordo com a fase da vida e com o contexto em que estamos inseridas. Em outras palavras, a identidade não é algo completamente fixo. Ela é construída e reconstruída por meio das nossas experiências, relações e dos lugares sociais que ocupamos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A identidade profissional faz parte desse conjunto. Ela envolve a forma como percebemos nossas competências, valores, conhecimentos e experiências e também como somos reconhecidas pelas outras pessoas dentro de um determinado meio profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se trata apenas de ter um emprego ou receber um salário. O trabalho pode representar autonomia, pertencimento, reconhecimento, rotina, convivência social, desenvolvimento e a sensação de estar contribuindo com alguma coisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, quando perdemos essa parte de quem somos, percebemos que a profissão ocupava um espaço muito maior do que parecia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Crescemos considerando normal ter um trabalho e o próprio salário. Trabalhar parecia apenas a rota esperada da vida adulta ou uma maneira de alcançar melhores condições. Entretanto, quando essa dimensão desaparece ou é interrompida, entendemos que ela também sustentava parte da nossa autoestima e da nossa percepção de competência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho pode ser uma parte da vida que fazemos por nós mesmas. No meio de um processo migratório em que muitas decisões giram em torno da família, da adaptação dos filhos e do trabalho do cônjuge, ele representa algo que podemos chamar de “meu”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fruto da própria competência, uma produção pessoal, um espaço de expressão e uma forma de se sentir auto eficaz e produtiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Psicologia, a autoeficácia se refere à crença que temos em nossa capacidade de organizar ações e lidar com os desafios necessários para alcançar determinados objetivos. Quando uma mulher passa muito tempo sem conseguir utilizar suas competências ou quando recebe sucessivas negativas, essa percepção pode ser abalada. Aos poucos, ela pode começar a duvidar não apenas das suas possibilidades no novo país, mas da própria capacidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a mudança acontece para acompanhar o cônjuge</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a família muda de país motivada pelo trabalho do marido, é comum que a mulher assuma, pelo menos inicialmente, as funções de cuidado e organização da vida familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É ela quem pesquisa a escola, acompanha as crianças, agenda consultas, organiza documentos, monta a casa, tenta compreender o funcionamento dos serviços e ajuda a família a se orientar em uma cultura desconhecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse trabalho é essencial para a adaptação de todos, mas costuma ser invisível e pouco reconhecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto o marido continua exercendo sua profissão e os filhos começam a frequentar a escola, aprender o idioma e formar vínculos, a mulher tende a se responsabilizar pelas tarefas de cuidado da família e pode ter a sensação de que todos estão progredindo, menos ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O marido tem colegas, metas e uma rotina profissional. Os filhos têm professores, amigos e atividades. Enquanto isso, ela pode passar grande parte do dia sozinha, tentando organizar uma vida que ainda não sente verdadeiramente como sua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que cuidar da casa e dos filhos seja uma função menor. Pelo contrário: é um trabalho árduo, contínuo e indispensável. O problema aparece quando essa função não foi realmente escolhida, quando é vivida como a única opção possível ou quando o esforço envolvido não é reconhecido pela própria família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por essa razão, é muito importante que exista diálogo entre o casal. Quando a decisão de migrar foi tomada em família, o cuidado e o suporte oferecidos pela mulher durante os primeiros meses ou anos precisam ser compreendidos como parte do projeto familiar — e não como uma obrigação natural dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O salário que sustenta a casa também precisa ser visto como um recurso do casal e da família, e não como algo pertencente exclusivamente a quem está formalmente empregado. A dependência financeira pode ser especialmente dolorosa para uma mulher que sempre teve o próprio dinheiro. Além das limitações práticas, ela pode despertar vergonha, culpa, insegurança e a sensação de estar perdendo autonomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Valorizar o trabalho invisível, compartilhar as decisões financeiras e criar espaço para que a mulher também desenvolva seus próprios projetos são formas concretas de tornar o processo migratório mais equilibrado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A sensação de estar começando do zero</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O percurso de reencontro profissional feminino costuma exigir paciência, resiliência e muita criatividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o cônjuge chega empregado, ele também enfrenta desafios importantes: precisa adaptar-se a colegas de diferentes culturas, entender um novo sistema de trabalho, conhecer outra legislação e, muitas vezes, trabalhar em um idioma que não é o seu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a mulher que chega sem emprego, entretanto, o percurso pode parecer uma partida quase do zero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos casos, é preciso aprender um novo idioma, revalidar o diploma, compreender os códigos sociais, descobrir como elaborar um currículo, inserir-se em novos grupos, construir networking e entrar em um mercado no qual ninguém a conhece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As instituições em que ela estudou podem não ser conhecidas. As empresas em que trabalhou talvez não tenham o mesmo peso no país atual. As referências profissionais ficaram no Brasil e até as formas de demonstrar segurança, iniciativa e competência podem ser interpretadas de maneira diferente em outra cultura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E isso não quer dizer que suas competências tenham deixado de existir, e sim o contexto no qual elas eram reconhecidas e todo um histórico construído.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perceber e entender essa diferença é importante. Muitas mulheres interpretam a dificuldade de inserção profissional como uma prova de que não são suficientemente boas. Entretanto, frequentemente o problema não está na falta de capacidade, e sim na dificuldade de traduzir experiências construídas em um sistema para outro que utiliza códigos e critérios diferentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há, inclusive algumas pesquisas sobre a desqualificação profissional ou <em>deskilling</em>, no qual pessoas migrantes passam a trabalhar em funções abaixo do seu nível de formação e experiência. Mulheres migrantes estão particularmente expostas ao subemprego e à desempenharem atividades em que são menos valorizadas. Um estudo multinacional sobre mulheres migrantes altamente qualificadas também mostra como a dificuldade de manter a identidade profissional pode afetar a integração no novo contexto. (<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12203307/">Ruiz et al., 2025</a>; <a href="https://bristoluniversitypressdigital.com/abstract/journals/eswr/2/1/article-p69.xml">Verderber, 2024</a>)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, começar em um cargo inicial pode ser emocionalmente muito difícil. Não somente pelo salário ou pelo título, mas porque aquela posição parece não representar tudo o que foi construído anteriormente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sensação é a de ter que trilhar novamente um caminho inteiro justamente na fase da vida em que essa mulher imaginava que poderia desfrutar dos frutos plantados e regados durante tantos anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O luto pela carreira que ficou</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nem toda perda migratória é concreta ou definitiva. Às vezes, a profissão continua existindo no país de origem, assim como os diplomas, as experiências e as competências, mas ainda não encontra lugar no país de destino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma perda difícil de nomear porque aquilo que foi construído não desapareceu completamente, mas também não pode ser acessado da mesma maneira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos compreender essa experiência a partir do conceito de perda ambígua: uma perda na qual não existe um encerramento claro. A carreira anterior continua fazendo parte de quem a mulher é, mas o reconhecimento, a posição, a rede de contatos e a rotina profissional já não estão disponíveis como antes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode haver um verdadeiro processo de luto pela profissional que ela era e pela trajetória que imaginava continuar construindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse luto pode envolver tristeza, raiva, frustração, sensação de injustiça e comparação com pessoas que permaneceram no Brasil. Ao acompanhar antigos colegas avançando na carreira, recebendo promoções ou consolidando seus negócios, ela pode sentir que ficou para trás.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante reconhecer essa dor sem transformá-la em ingratidão. Sentir falta da carreira não significa que a mudança foi um erro, que a pessoa não valoriza a família ou que não reconhece os benefícios da vida no exterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos estar satisfeitas com algumas partes da migração e, ao mesmo tempo, sofrer por outras. Sentimentos aparentemente contraditórios podem coexistir.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Aculturação e estresse aculturativo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Migrar não envolve apenas aprender regras práticas. Também exige uma revisão de referências culturais e identitárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O psicólogo intercultural John Berry define a aculturação como um processo de mudanças culturais e psicológicas que ocorre quando pessoas e grupos de diferentes culturas entram em contato. Essa adaptação envolve negociar o que desejamos preservar da cultura de origem e como nos relacionamos com a cultura do país em que vivemos. (<a href="https://doi.org/10.1111/j.1464-0597.1997.tb01087.x">Berry, 1997</a>; <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3700543/">Schwartz et al., 2010</a>)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse processo pode gerar estresse aculturativo, ou seja, o desgaste emocional relacionado à necessidade constante de compreender novos códigos, comunicar-se em outro idioma, rever hábitos e lidar com a sensação de não pertencer completamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo profissional, isso aparece de várias maneiras: na insegurança durante uma entrevista, no medo de cometer erros no idioma, na dificuldade de interpretar a comunicação indireta, na dúvida sobre como demonstrar competência e até na sensação de que a nossa personalidade muda quando falamos outra língua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma mulher que era comunicativa, segura e espontânea em português pode se perceber mais retraída no novo idioma. Ela sabe o que gostaria de dizer, mas talvez não consiga expressar todas as nuances do seu pensamento. Com isso, pode acreditar que se tornou menos interessante ou menos competente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que não é verdade e seria uma injustiça de afirmar. O que ainda está em desenvolvimento é a capacidade de demonstrá-la dentro de um novo sistema linguístico e cultural.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o profissional ocupa todo o campo de visão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Diante dessas dificuldades, é muito fácil reduzir a vida ao aspecto profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma entrevista que não resulta em contratação, uma dificuldade com o idioma ou um emprego abaixo da qualificação podem ser interpretados como evidências de fracasso pessoal. Sentimentos de solidão, inutilidade, ineficiência e baixa autoeficácia começam a ganhar espaço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é aí que mora o perigo, pois corre o risco desta mulher deixar de pensar “ainda não encontrei meu lugar profissional neste contexto” e passa a pensar “não sou boa o suficiente”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa diferença parece pequena, mas é fundamental!</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira frase descreve um processo que ainda está acontecendo. A segunda transforma uma dificuldade contextual em uma definição sobre quem a pessoa é.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é comum comparar os resultados atuais com aquilo que seria possível realizar no Brasil. Preencher um formulário, telefonar para uma empresa, fazer uma apresentação ou participar de uma entrevista talvez fossem tarefas simples no Brasil. No novo país, porém, essas mesmas ações exigem preparação, coragem e energia. E usar a régua antiga para medir uma vida construída em circunstâncias completamente diferentes quase sempre produz uma avaliação injusta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Reconstruir não significa apagar o que veio antes</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O reencontro profissional não precisa significar voltar exatamente ao mesmo lugar ocupado no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para algumas mulheres, o caminho será a revalidação do diploma, aprender um novo idioma e a retomada da profissão. Para outras, será uma formação complementar, uma mudança de área, um trabalho autônomo ou uma combinação entre experiências anteriores e competências desenvolvidas depois da migração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reconstrução profissional pode envolver continuidade, mas também transformação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa romantizar as dificuldades e nem dizer que tudo acontece por uma razão. Existem barreiras reais, como discriminação, falta de reconhecimento dos diplomas, exigência linguística, ausência de rede de apoio, responsabilidades de cuidado e regras migratórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas ao mesmo tempo, é possível reconhecer que a experiência migratória também desenvolve competências. Aprender outro idioma, transitar entre culturas, tolerar incertezas, pedir ajuda, reconstruir redes, compreender diferentes perspectivas e adaptar a comunicação são habilidades importantes dentro e fora do trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu sei que talvez você ainda não consiga enxergá-las porque você está no meio de um processo que parece estar patinando, mas nem por isso são menos reais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reconstruir a identidade profissional não significa jogar fora a história anterior e começar como uma folha em branco. Significa integrar quem você era, quem precisou se tornar durante a migração e quem ainda deseja ser.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Valorize os seus pequenos grandes passos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, é importante lembrar como foi o seu processo migratório, quais desafios precisou enfrentar e quais novas competências adquiriu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tente não reduzir tudo o que você já fez até aqui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode ser que os resultados conquistados no novo país, em um primeiro momento, não pareçam tão grandes ou complexos. Talvez você pense que no Brasil seria muito fácil. Mas é preciso colocá-los em outra perspectiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você está construindo uma vida inteira em um novo contexto, dentro de outro sistema, com códigos sociais e culturais diferentes, muitas vezes em um novo idioma e sem a rede de apoio que levou anos para construir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A leitura de mundo aprendida durante a infância, a adolescência e parte da vida adulta está sendo revisitada e remodelada. Isso demanda tempo e uma quantidade enorme de energia psíquica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez hoje o seu avanço seja conseguir conversar em outro idioma, enviar um currículo, iniciar uma formação ou explicar sua profissão para alguém. Talvez seja aceitar temporariamente uma função diferente, criar um projeto próprio ou simplesmente começar a imaginar novamente um futuro profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses passos não precisam ser idealizados, mas merecem ser reconhecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você não deixou de ser a profissional que era porque ainda não encontrou espaço para exercer tudo o que sabe. Sua trajetória não foi apagada pela fronteira. Ela continua em você: na forma como pensa, resolve problemas, se relaciona, aprende e constrói novos caminhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seu valor também não depende exclusivamente da função profissional que ocupa neste momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembre-se! Você não está começando do zero, mas de um lugar novo, levando consigo tudo o que viveu, aprendeu e construiu até aqui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então valorize a sua história — inclusive os pequenos grandes passos que tem dado.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Berry, J. W. (1997). <em>Immigration, acculturation, and adaptation</em>. Applied Psychology, 46(1), 5–34.</li>



<li>Ruiz, M. et al. (2025). <em>Women migrant workers’ deskilling</em>. European Economic and Social Committee.</li>



<li>Schwartz, S. J. et al. (2010). <em>Rethinking the concept of acculturation: implications for theory and research</em>. American Psychologist, 65(4), 237–251.</li>



<li>Verderber, S. (2024). The professional identity of highly educated migrant women: a multinational study of migration processes from a gender and educational perspective. European Social Work Research.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O conteúdo <a href="https://laisekasaoka.com/como-a-migracao-mexe-com-a-identidade-profissional/">Como a migração mexe com a identidade profissional</a> aparece primeiro em <a href="https://laisekasaoka.com">Laise Kasaoka</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Identidade e vida no exterior: por que você se sente diferente</title>
		<link>https://laisekasaoka.com/identidade-e-vida-no-exterior-por-que-voce-se-sente-diferente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laise Kasaoka]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 16:48:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[brasileirosnoexterior]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
		<category><![CDATA[morarfora]]></category>
		<category><![CDATA[pertencimento]]></category>
		<category><![CDATA[solidão]]></category>
		<category><![CDATA[terapiaonline]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://laisekasaoka.com/?p=340</guid>

					<description><![CDATA[<p>Morar fora transforma. Essa é uma frase que muitas pessoas já ouviram e, muitas vezes, repetem. Mas o que nem sempre fica claro é como essa transformação acontece. Nem sempre ela é visível, linear ou fácil de compreender. Na prática, o que muitas pessoas sentem é uma espécie de deslocamento interno: uma sensação de não [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://laisekasaoka.com/identidade-e-vida-no-exterior-por-que-voce-se-sente-diferente/">Identidade e vida no exterior: por que você se sente diferente</a> aparece primeiro em <a href="https://laisekasaoka.com">Laise Kasaoka</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Morar fora transforma. Essa é uma frase que muitas pessoas já ouviram e, muitas vezes, repetem. Mas o que nem sempre fica claro é como essa transformação acontece. Nem sempre ela é visível, linear ou fácil de compreender. Na prática, o que muitas pessoas sentem é uma espécie de deslocamento interno: uma sensação de não serem mais exatamente quem eram antes, mas também de ainda não saberem bem quem estão se tornando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É comum escutar relatos como: “Minha vida está do jeito que eu queria, mas eu me sinto diferente.” “Eu deveria estar feliz, mas tem algo que não encaixa.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Parece que eu perdi uma parte de mim.” Essas falas não são sinais de fraqueza ou de uma escolha errada. Elas fazem parte de um processo psicológico profundo que envolve <a href="https://laisekasaoka.com/como-lidar-com-a-solidao-e-a-ansiedade-ao-morar-fora/" type="link" id="https://laisekasaoka.com/como-lidar-com-a-solidao-e-a-ansiedade-ao-morar-fora/">identidade</a>, cultura e pertencimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender melhor esse fenômeno, é importante ir além das mudanças mais óbvias da vida no exterior e olhar para aquilo que não aparece, mas que é profundamente sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A parte invisível da experiência: o <a href="https://www.eurodicas.com.br/nao-sou-mais-o-mesmo-depois-que-mudei-de-pais/">iceberg</a> da identidade cultural</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando pensamos em morar em outro país, geralmente focamos nos aspectos mais visíveis da cultura: o idioma, a comida, a forma de se vestir, os costumes do dia a dia. São essas diferenças que costumam chamar atenção no início e que, de certa forma, conseguimos nomear com mais facilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a experiência intercultural vai muito além disso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A psicóloga norte-americana Lois Bushong utiliza a metáfora do iceberg da identidade cultural para explicar essa profundidade. Assim como um iceberg, apenas uma pequena parte da cultura é visível. A maior parte (e a mais significativa) está submersa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nessa parte invisível que se encontram os valores, as crenças, a forma como interpretamos o mundo, o modo como nos relacionamos, o que consideramos importante, aceitável ou inaceitável. Também é ali que estão aspectos mais sensíveis, como o senso de pertencimento, as experiências de perda, os medos e as inseguranças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você muda de país, não entra em contato apenas com uma nova cultura externa. Você entra em confronto, muitas vezes silencioso, com tudo aquilo que construiu internamente ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://laisekasaoka.com/wp-content/uploads/2026/05/Poder-de-ser-mulher-migrante-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-346" style="width:727px;height:auto" srcset="https://laisekasaoka.com/wp-content/uploads/2026/05/Poder-de-ser-mulher-migrante-980x551.jpg 980w, https://laisekasaoka.com/wp-content/uploads/2026/05/Poder-de-ser-mulher-migrante-480x270.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O encontro entre duas formas de ver o mundo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cada pessoa carrega consigo uma visão de mundo construída a partir da cultura em que cresceu. Essa visão não é neutra, ela influencia a forma como interpretamos situações, tomamos decisões e nos relacionamos com os outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao viver em outro país, você passa a se deparar com outras formas de pensar e agir. O que antes parecia natural ou óbvio pode deixar de fazer sentido. E, ao mesmo tempo, comportamentos que antes eram estranhos passam a ser comuns ao seu redor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse encontro entre diferentes visões de mundo pode gerar um tipo de tensão interna. Aos poucos, você começa a se questionar: o que eu realmente acredito? O que ainda faz sentido para mim? O que eu quero manter e o que estou disposto a transformar?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse processo não acontece de forma consciente o tempo todo. Muitas vezes, ele se manifesta como desconforto, irritação, ansiedade, confusão ou até mesmo um certo cansaço emocional. Afinal, você está constantemente interpretando, comparando e ajustando suas referências internas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando os valores entram em conflito</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Grande parte das nossas escolhas é guiada pelos nossos valores, aquilo que consideramos importante na vida. Esses valores, por sua vez, são fortemente influenciados pela cultura em que fomos criados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao viver em outro país, é comum perceber que algumas dessas referências não são compartilhadas da mesma forma. Pode ser na relação com o trabalho, com o tempo, com a família, com a individualidade ou com a coletividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas diferenças nem sempre são explícitas, mas são sentidas no cotidiano. E, com o tempo, podem gerar uma sensação de desalinhamento: como se você estivesse vivendo em um contexto que não corresponde totalmente ao que você valoriza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse desconforto pode ser o início de um processo importante: a revisão dos próprios valores. Não se trata de abandonar quem você é, mas de atualizar sua forma de se posicionar no mundo. É como ajustar a bússola interna diante de um novo cenário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O processo de adaptação cultural</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A forma como lidamos com essas diferenças culturais também passa por um processo de desenvolvimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador Milton Bennett descreveu esse movimento no Modelo de Sensibilidade Intercultural. Segundo ele, as pessoas transitam por diferentes formas de perceber e reagir às diferenças culturais, desde a negação dessas diferenças até a integração de múltiplas culturas na própria identidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início, é comum não perceber ou minimizar as diferenças. Em outros momentos, pode surgir julgamento ou comparação. Com o tempo, e com abertura, é possível desenvolver mais compreensão, empatia e flexibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto mais interessante desse processo é quando a pessoa consegue integrar diferentes referências culturais dentro de si. Nesse estágio, não se trata mais de escolher entre uma cultura ou outra, mas de construir uma identidade mais ampla, que inclui múltiplas influências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, esse caminho não é linear. Ele envolve avanços, recuos e, muitas vezes, momentos de desconforto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Entre dois mundos: a busca por pertencimento</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das experiências mais marcantes de quem vive no exterior é a sensação de estar “<a href="https://www.globalnomadsworld.com/psychology-and-coaching/how-online-coaching-by-a-third-culture-native-speaker-can-be-the-right-fit-for-global-nomads-clients" type="link" id="https://www.globalnomadsworld.com/psychology-and-coaching/how-online-coaching-by-a-third-culture-native-speaker-can-be-the-right-fit-for-global-nomads-clients">no meio do caminho</a>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o tempo, você pode perceber que já não se sente exatamente como antes em relação ao seu país de origem. Ao mesmo tempo, ainda não se sente completamente integrado ao novo contexto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa posição intermediária pode gerar uma sensação de não pertencimento. Como se você estivesse entre dois mundos, sem se sentir totalmente parte de nenhum deles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pertencimento é uma necessidade humana fundamental. Precisamos nos sentir conectados, reconhecidos e inseridos em algum lugar. Quando esse senso fica fragilizado, é comum surgirem sentimentos de solidão, desconexão e até vazio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Construir novas conexões leva tempo. E, muitas vezes, exige atravessar um período de incerteza e adaptação emocional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A reconstrução da SUA identidade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mudar de país é, em muitos aspectos, um processo de desconstrução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você deixa para trás não apenas um lugar físico, mas um conjunto de referências que ajudavam a definir quem você era: sua profissão, seu círculo social, sua forma de se comunicar, seu papel na sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No novo contexto, essas referências podem não ter o mesmo peso, ou podem nem existir da mesma forma. E isso exige uma reorganização interna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante esse processo, é comum sentir confusão ou perda de identidade. Como se as peças que antes formavam um todo coerente estivessem temporariamente desconectadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas essa sensação não significa que você se perdeu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela faz parte de um processo de reconstrução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos poucos, você começa a integrar experiências, ressignificar vivências e construir uma nova forma de se perceber. Essa nova identidade não substitui a anterior — ela a incorpora, amplia e transforma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os lutos silenciosos da vida no exterior</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto importante desse processo é o luto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Morar fora envolve uma série de perdas, muitas delas pouco reconhecidas. Não se trata apenas da distância física de pessoas queridas, mas também da perda de familiaridade, de rotina, de facilidade, de pertencimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito de luto migratório ajuda a compreender essa experiência. Diferente de outros tipos de luto, aqui não há uma ruptura definitiva. Aquilo que foi deixado para trás continua existindo, mas não está mais acessível no dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa condição pode gerar sentimentos ambíguos. Saudade e gratidão podem coexistir. O desejo de permanecer e a vontade de voltar também.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reconhecer esses lutos é um passo importante para elaborar essa experiência de forma mais saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O impacto do contexto externo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos processos internos, fatores externos também influenciam a forma como essa experiência é vivida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dependendo do contexto, a pessoa pode se deparar com estereótipos, preconceitos ou dificuldades de reconhecimento cultural. Em alguns casos, aspectos importantes da identidade não são imediatamente visíveis ou compreendidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso pode gerar uma sensação de invisibilidade, ou até a necessidade de adaptar ou ocultar partes de si para se encaixar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas experiências também fazem parte da vivência intercultural e podem impactar diretamente a autoestima e o senso de pertencimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma transformação que faz sentido</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se você sente que mudou depois de morar fora, isso não significa que há algo errado com você.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Significa que você está vivendo um processo profundo de transformação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Morar no exterior não é apenas uma mudança geográfica. É uma experiência que atravessa a identidade, os valores, as emoções e a forma como você se relaciona consigo mesma e com o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, como todo processo de transformação, ele pode ser desafiador, mas também pode ser uma oportunidade de crescimento e ampliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um novo encontro com você mesma</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o tempo, muitas pessoas percebem que essa experiência, apesar das dificuldades, traz algo valioso: a possibilidade de <a href="https://laisekasaoka.com/como-me-autoconheci-atraves-da-terapia/" type="link" id="https://laisekasaoka.com/como-me-autoconheci-atraves-da-terapia/">se conhecer</a> de uma forma mais profunda e consciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você passa a fazer escolhas mais alinhadas com quem você é hoje, não apenas com quem você foi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez esse seja um dos maiores aprendizados de morar fora:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se trata de voltar a ser quem você era. Mas de se permitir se tornar quem você está se tornando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se esse processo estiver sendo difícil, buscar apoio pode fazer diferença. Ter um espaço para elaborar essas experiências, nomear sentimentos e organizar essa reconstrução interna pode tornar o caminho mais leve e mais claro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque você não precisa atravessar tudo isso sozinha.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://laisekasaoka.com/identidade-e-vida-no-exterior-por-que-voce-se-sente-diferente/">Identidade e vida no exterior: por que você se sente diferente</a> aparece primeiro em <a href="https://laisekasaoka.com">Laise Kasaoka</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como lidar com a solidão e a ansiedade ao morar fora</title>
		<link>https://laisekasaoka.com/como-lidar-com-a-solidao-e-a-ansiedade-ao-morar-fora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laise Kasaoka]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 12:58:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[brasileiros no exterior]]></category>
		<category><![CDATA[morar no exterior]]></category>
		<category><![CDATA[solidão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://laisekasaoka.com/?p=299</guid>

					<description><![CDATA[<p>Se sentir sozinha no exterior é mais comum do que parece. Entenda a ansiedade da adaptação e veja como a terapia pode ajudar você a lidar com isso.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://laisekasaoka.com/como-lidar-com-a-solidao-e-a-ansiedade-ao-morar-fora/">Como lidar com a solidão e a ansiedade ao morar fora</a> aparece primeiro em <a href="https://laisekasaoka.com">Laise Kasaoka</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma das primeiras perguntas que recebemos quando conhecemos alguém é: “Por que você resolveu morar fora?”. E os motivos são diversos: pode ter sido de forma planejada ou inesperada, seja por uma oportunidade de trabalho ou estudo no exterior, para acompanhar o marido que conseguiu uma oportunidade, ou por um casamento intercultural. Junto com essa decisão, no entanto, também podem surgir experiências emocionais menos visíveis — como a ansiedade diante do novo e, em alguns momentos, o se sentir sozinha em um lugar que ainda não é totalmente seu. Então quero falar um pouco sobre como lidar com a solidão e a ansiedade ao morar fora do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para muitas pessoas, morar fora do Brasil é a realização de um projeto de vida. A busca por mais <a href="https://www.eurodicas.com.br/morar-fora-nao-viver-conto-de-fadas/" type="link" id="https://www.eurodicas.com.br/morar-fora-nao-viver-conto-de-fadas/">segurança</a>, qualidade de vida e novas oportunidades faz com que cada vez mais brasileiras escolham viver no exterior. E, de fato, muitos desses objetivos se concretizam ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, mesmo quando a vida começa a se organizar, nem sempre o que acontece por dentro acompanha esse mesmo ritmo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo do tempo trabalhando com terapia para brasileiros no exterior, eu escuto com frequência frases como: “Minha vida está organizada, mas eu me sinto muito sozinha” ou “Eu não me sinto <a href="https://www.eurodicas.com.br/nao-sou-mais-o-mesmo-depois-que-mudei-de-pais/" type="link" id="https://www.eurodicas.com.br/nao-sou-mais-o-mesmo-depois-que-mudei-de-pais/">pertencente</a> aqui… mas também já não me sinto totalmente do Brasil”. Essas falas aparecem mesmo quando, externamente, tudo parece estar funcionando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você já se sentiu assim, é importante saber que não está sozinha.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A solidão de morar fora não é apenas saudade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A solidão de morar fora costuma ser mais silenciosa, mais profunda e, muitas vezes, difícil de explicar. É uma sensação de desconexão, como se faltasse algo importante, mesmo quando, aparentemente, está tudo certo. Muitas vezes, ela não aparece de forma intensa o tempo todo, mas como um pano de fundo constante na vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, em alguns momentos, essa solidão pode vir acompanhado de ansiedade. Uma ansiedade que nem sempre é evidente, mas que aparece como inquietação, pensamentos repetitivos, sensação de estar sempre “em alerta” ou dificuldade de relaxar. Pode surgir também como preocupação excessiva com o idioma, medo de errar em interações sociais ou insegurança em situações do dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível, também, que tenham épocas em que você sinta a solidão e a ansiedade batam mais forte, tão forte que parece que dói no corpo, você fica esgotada, como se estivesse com depressão. Essas fases costumam acontecer ou nos períodos de inverno, em que além do frio, enfrentamos dias mais escuros, ou no retorno de uma viagem ao Brasil, onde você passou momentos felizes com a família e amigos e pôde reviver todas as experiências boas de quando morava lá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas há outras épocas em que tanto a solidão, quanto a ansiedade fiquem lá no fundinho. Você sabe que elas estão presentes, mas a vida está girando, você consegue deslumbrar de novas oportunidades, viver novas experiências e conviver com pessoas queridas onde você está.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="612" height="408" src="https://laisekasaoka.com/wp-content/uploads/2026/04/Sozinho.jpg" alt="" class="wp-image-302" srcset="https://laisekasaoka.com/wp-content/uploads/2026/04/Sozinho.jpg 612w, https://laisekasaoka.com/wp-content/uploads/2026/04/Sozinho-480x320.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 612px, 100vw" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Relações sociais, idioma e a solidão no exterior</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns países, esse se sentir sozinha pode ser ainda mais intensa. Em países em que as relações sociais tendem a ser mais reservadas, o contato inicial pode parecer mais distante e criar vínculos leva tempo. Além disso, o idioma pode se tornar uma barreira emocional, mesmo quando você já consegue se comunicar relativamente bem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas mulheres relatam a sensação de estarem sempre um passo atrás nas interações. Entendem, acompanham, mas na hora de se expressar, sentem que não conseguem ser totalmente elas mesmas. Isso pode gerar frustração, insegurança e até evitar situações sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, com o tempo, isso vai além do social.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O cansaço mental e a ansiedade de morar no exterior</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mudar de país, você perde referências importantes: o contexto profissional, o reconhecimento social, a forma como era vista e compreendida. No Brasil, você sabia como se posicionar, como se comunicar, como agir em diferentes situações. Aqui, muitas dessas referências deixam de funcionar da mesma forma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Coisas simples passam a exigir mais esforço. Resolver um problema, marcar uma consulta, participar de uma reunião escolar ou até manter uma conversa casual pode demandar mais energia do que antes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse esforço constante pode gerar um estado de cansaço mental que se aproxima da ansiedade crônica: uma sensação de sobrecarga, dificuldade de desligar e a impressão de que tudo exige mais de você.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, aos poucos, pode surgir uma pergunta que pesa mais do que parece: quem eu sou aqui?</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Morar fora: ambivalência emocional e ansiedade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto que costuma surgir é a <a href="https://www.bbc.com/worklife/article/20161117-third-culture-kids-citizens-of-everywhere-and-nowhere" type="link" id="https://www.bbc.com/worklife/article/20161117-third-culture-kids-citizens-of-everywhere-and-nowhere">ambivalência emocional</a>. Existe gratidão pela vida construída, pelas oportunidades e pela segurança. Mas, ao mesmo tempo, também podem surgir sentimentos de tristeza, frustração ou vazio. E, muitas vezes, vem a culpa por se sentir assim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como se não fosse permitido sofrer quando, externamente, tudo parece dar certo. Essa culpa pode aumentar ainda mais o isolamento emocional — e, em alguns casos, intensificar a ansiedade, criando um ciclo interno difícil de interromper.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas sentir isso não significa que há algo de errado com você. Significa que você está vivendo um processo de adaptação emocional complexo, que envolve perdas, mudanças e reconstrução.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O impacto da solidão e da ansiedade na sua vida</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o tempo, esse se sentir sozinha pode impactar diferentes áreas da sua vida. A autoestima pode diminuir, especialmente quando surgem dificuldades com o idioma ou com a adaptação. A energia para interações sociais pode cair, e o isolamento pode aumentar, mesmo sem intenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos, a pessoa começa a evitar situações sociais por se sentir insegura ou cansada. Pode deixar de ir a encontros, evitar conversas ou se afastar de oportunidades de conexão. E assim se forma um ciclo: quanto menos contato, maior a sensação de isolamento — e, muitas vezes, maior também a ansiedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, o primeiro passo é reconhecer o que você está sentindo!</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Reconhecer a solidão e a ansiedade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Dar nome a essa experiência — muitas vezes chamada de solidão migratória — já traz um certo alívio. Você começa a entender que não se trata de uma falha pessoal, mas de uma resposta emocional a uma grande mudança de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse reconhecimento abre espaço para um olhar mais acolhedor sobre si mesma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é importante ajustar expectativas. Muitas vezes, existe a ideia de que a adaptação deveria acontecer rapidamente, especialmente quando a parte prática da vida já está organizada. Mas a adaptação emocional tem um ritmo diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criar vínculos, sentir-se pertencente e reconstruir a própria identidade leva tempo — e isso é natural.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A grama da vizinha não é mais verde que a sua</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Comparar o seu processo com o de outras brasileiras que você conhece pode aumentar a sensação de inadequação, a ansiedade e o isolamento. Por isso é importante lembrar que cada trajetória é única e há vários fatores que impactam nas escolhas que você fez e faz, como a personalidade, idioma, contexto familiar, experiências anteriores, valores e princípios, necessidades individuais e da família, local onde mora, disposição para pagar determinados “pedágios”, momento de vida, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como reduzir a solidão criando conexões</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Investir em pequenas conexões no dia a dia pode ser um caminho importante. Nem toda relação precisa ser profunda desde o início. Uma conversa breve, um contato no curso de idioma, uma interação na escola dos filhos ou até um pequeno diálogo no cotidiano já são formas de começar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses pequenos contatos ajudam a construir uma sensação de presença no ambiente. Com o tempo, alguns desses vínculos podem se aprofundar, mas mesmo quando não se tornam relações próximas, eles já contribuem para diminuir a sensação de isolamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Participar de atividades estruturadas pode facilitar esse processo. Cursos, grupos, atividades culturais ou voluntariado criam oportunidades de interação que não dependem apenas de iniciativa individual. Esses contextos oferecem um ponto de partida mais natural para o contato com outras pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vínculos com o Brasil: apoio emocional sem aumentar o isolamento</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, manter vínculos com o Brasil pode trazer conforto emocional. Falar com pessoas próximas, manter hábitos culturais e preservar partes da sua história ajudam a sustentar uma sensação de continuidade. Isso é especialmente importante nos momentos em que a adaptação e integração parecem mais difíceis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Equilíbrio emocional: entre pertencimento e ansiedade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, é importante encontrar um equilíbrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a conexão com o Brasil se torna o único espaço de pertencimento, pode dificultar a construção de uma vida no presente. O desafio é conseguir estar conectada com a sua história sem deixar de se abrir para o que está sendo construído aqui.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Identidade, pertencimento e ansiedade ao morar fora</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto essencial é o cuidado com a sua identidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você não deixou de ser quem era, mas está em um processo de transformação. Morar fora exige uma reorganização interna, e isso leva tempo. Resgatar interesses, valores e projetos pode ajudar a reconstruir um sentido de direção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso pode incluir retomar atividades que fazem sentido para você, investir no seu desenvolvimento pessoal ou profissional, ou até explorar novas possibilidades que surgem nesse novo contexto. Esse movimento ajuda a sair de uma posição mais passiva, onde a vida parece acontecer sem você, para uma posição mais ativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação com o idioma também merece atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas mulheres entendem bem o idioma local, mas travam na hora de falar. Isso pode gerar frustração e insegurança. É importante reconhecer que aprender uma língua envolve não apenas vocabulário e gramática, mas também exposição, prática e confiança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evitar situações por medo de errar pode atrasar esse processo. Ao mesmo tempo, se expor sem respeitar seus limites pode gerar ainda mais ansiedade. Encontrar um equilíbrio entre desafio e acolhimento é fundamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, principalmente, é importante não transformar essa dificuldade em um julgamento sobre si mesma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não conseguir se expressar como gostaria não define sua capacidade, sua inteligência ou o seu valor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como a terapia pode ajudar com solidão e a ansiedade no exterior</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="768" height="432" src="https://laisekasaoka.com/wp-content/uploads/2026/04/Terapia-para-brasileiros-no-exteior.avif" alt="" class="wp-image-303"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro desse cenário, a <a href="https://laisekasaoka.com/minha-jornada-profissional-e-a-migracao-de-pais/" type="link" id="https://laisekasaoka.com/minha-jornada-profissional-e-a-migracao-de-pais/">terapia</a> para brasileiros no exterior pode ser um recurso importante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ter um espaço de escuta qualificada, em português, facilita a expressão emocional e permite aprofundar questões que muitas vezes não encontram espaço no dia a dia. Falar na própria língua permite acessar nuances emocionais que podem se perder em outro idioma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A terapia online amplia esse acesso, permitindo que você tenha acompanhamento psicológico mesmo morando fora, com flexibilidade e continuidade. Além disso, trabalhar com alguém que compreende as especificidades da vida no exterior torna o processo mais acolhedor e direcionado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No meu trabalho com terapia para brasileiros no exterior, eu acompanho justamente essas questões: solidão, adaptação, identidade, ansiedade e pertencimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes, o que a pessoa precisa não é de respostas prontas, mas de um espaço para organizar pensamentos, compreender o que está vivendo e se reconectar consigo mesma. Esse processo permite desenvolver recursos internos mais consistentes para lidar com os desafios do dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o tempo, e com suporte adequado, é possível construir um novo tipo de pertencimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um pertencimento que não depende exclusivamente de um lugar específico, mas que se torna mais interno e flexível. Isso não significa deixar de sentir saudade ou dificuldade, mas ampliar a capacidade de se sentir em casa em diferentes contextos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse processo não é linear.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem momentos de maior adaptação e outros de maior dificuldade. Mudanças de fase, como entrada no mercado de trabalho, mudanças familiares ou novas demandas, podem reativar sentimentos de solidão. Por isso, é importante olhar para essa experiência como um caminho contínuo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Você não está sozinha</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se você se identifica com essa vivência, é importante saber que você não está sozinha!</p>



<p class="wp-block-paragraph">A solidão de morar fora é mais comum do que parece, embora muitas vezes seja pouco falada. Existe uma tendência de mostrar apenas os aspectos positivos da vida no exterior, o que pode aumentar ainda mais a sensação de isolamento de quem está passando por dificuldades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Buscar apoio não é um sinal de fraqueza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um passo importante para compreender o que você está vivendo e encontrar formas mais saudáveis de atravessar esse momento. Cuidar da sua saúde emocional faz parte da construção de uma vida mais equilibrada e significativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção de uma vida no exterior envolve não apenas adaptação prática, mas também um trabalho emocional profundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E dar espaço para esse processo pode transformar completamente a forma como você se relaciona consigo mesma, com o lugar onde vive e com a sua própria história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se esse tema ressoou com você, talvez seja o momento de olhar para isso com mais cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembre-se: você não precisa passar por isso sozinha!</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O conteúdo <a href="https://laisekasaoka.com/como-lidar-com-a-solidao-e-a-ansiedade-ao-morar-fora/">Como lidar com a solidão e a ansiedade ao morar fora</a> aparece primeiro em <a href="https://laisekasaoka.com">Laise Kasaoka</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Minha jornada profissional e a migração de país.</title>
		<link>https://laisekasaoka.com/minha-jornada-profissional-e-a-migracao-de-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Amanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Apr 2021 12:19:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://laisekasaoka.com/?p=207</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nesse post vou compartilhar com você um pouco sobre o sonho de morar no exterior, a minha jornada profissional e a migração de país.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://laisekasaoka.com/minha-jornada-profissional-e-a-migracao-de-pais/">Minha jornada profissional e a migração de país.</a> aparece primeiro em <a href="https://laisekasaoka.com">Laise Kasaoka</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Morar no exterior era um sonho compartilhado com o meu marido desde antes de nos casarmos. No entanto, como não era algo certo, trabalhávamos com duas possibilidades, a de construir uma carreira sólida no Brasil, e a de mudarmos de país através de uma oportunidade de trabalho para ele, que trabalha na área de TI.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como vocês sabem, sou formada em Psicologia, mas trabalhei a maior parte da minha vida profissional, no mundo corporativo. Já assumi cargo de liderança e quando tivemos a oportunidade da mudança para a Espanha, estava trabalhando concursada no Banco do Brasil e na clínica como psicoterapeuta. Ou seja, tinha o meu próprio salário e não precisava prestar contas de todos os meus gastos. Afinal de contas, tem aquelas comprinhas que são necessidades básicas para as mulheres e que, muitas vezes, os homens não entendem, não é mesmo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eis que um dia, depois de muitas entrevistas, depois de muitos nãos, a oportunidade de viver no exterior aconteceu! Meu marido foi aprovado para uma vaga na Espanha!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conversamos, planejamos, pesamos os prós e os contras e decidimos mudar. Eu já sabia que não conseguiria trabalhar por um período, até mesmo para arrumar a casa e cuidar das nossas filhas, uma vez que não teríamos quem nos ajudasse no novo país. Eu sabia, também, que talvez tivesse que trabalhar em outra área ou até mesmo começar pelos cargos mais baixos do que eu estava trabalhando, já que começaria tudo de novo. Estava tudo lindo e maravilhoso, mas&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na prática, as coisas são bem diferentes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ter tudo em mente, depois de um tempo sendo somente dona de casa e mãe, o que já é bem trabalhoso, o fato de não estar “produzindo” e de não gerar renda, começou a me incomodar. Eu adoro trabalhar e ganhar o meu próprio dinheiro!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como eu sabia que teria o entrave do idioma para conseguir uma colocação profissional, me organizei para poder trabalhar de forma online. Depois de alguns meses no novo país, com tudo mais ou menos em ordem, comecei a investir e a trabalhar de forma online com desenvolvimento de líderes brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, como todo recomeço, exige tempo, dedicação, energia, persistência e investimento no próprio desenvolvimento, com pouco retorno financeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu gostava bastante dos atendimentos, mas algo me chamava para o atendimento psicológico, e comecei a me questionar que caminho seguir. Aliado a isso, em meio à pandemia, depois de quase dois anos morando na Espanha, uma nova oportunidade surgiu para morarmos na Bélgica, e aqui estamos desde outubro de 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Recomeçar, recomeçar, recomeçar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais uma vez, uma mudança de país, um recomeço. Desta vez um pouco menos complexa por estar no mesmo continente e por não termos raízes na Espanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi durante a mudança para a Bélgica que decidi mudar o rumo dos meus atendimentos. Apesar de já estar atendendo alguns casos de terapia novamente, foi na época da mudança para a Bélgica que escolhi investir mais na terapia e nos atendimentos voltados às mulheres que moram no exterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como esse já era o plano antes da mudança, quando estava no Brasil ainda, fiz um curso sobre Psicologia Intercultural e não parei de estudar desde então sobre o tema. O grande problema para mim, é que como eu estava vivendo muito intensamente todos os desafios de morar em um outro país, primeiro precisava cuidar de mim, para depois ajudar outras pessoas que tinham experiências parecidas com a minha.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como está minha profissão hoje?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente já estou preparada e todos os meus esforços estão voltados a ajudar brasileiras que moram nesse mundão a fora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de viver na pele todos os “perrengues” de ser uma imigrante, vejo como é importante trabalharmos nosso psicológico e emocional para estarmos bem com a gente mesma. Quando morarmos em outro lugar, muitas vezes, nos sentimos desconectadas de nós mesmas e não pertencentes a lugar nenhum. Nos meus atendimentos, ajudo as mulheres a se redescobrirem e a se reconectarem novamente para se sentirem em casa em qualquer lugar e serem cidadãs do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, estudo muito sobre Psicologia Intercultural, sobre a abordagem Centrada na Pessoa, faço cursos, participo de grupos de profissionais interculturais, faço terapia e supervisão. Desta forma, consigo entregar o melhor para você, mulher intercultural!</p>
<p>O conteúdo <a href="https://laisekasaoka.com/minha-jornada-profissional-e-a-migracao-de-pais/">Minha jornada profissional e a migração de país.</a> aparece primeiro em <a href="https://laisekasaoka.com">Laise Kasaoka</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como me autoconheci através da terapia</title>
		<link>https://laisekasaoka.com/como-me-autoconheci-atraves-da-terapia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Amanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Apr 2021 12:09:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://laisekasaoka.com/?p=168</guid>

					<description><![CDATA[<p>Assim como todos os seres humanos, nós, psicoterapeutas, também temos as nossas questões "mal resolvidas", e fazer terapia nos ajuda nesse processo de autoconhecimento.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://laisekasaoka.com/como-me-autoconheci-atraves-da-terapia/">Como me autoconheci através da terapia</a> aparece primeiro em <a href="https://laisekasaoka.com">Laise Kasaoka</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="et_pb_section et_pb_section_0 et_section_regular" >
				
				
				
				
				
				
				<div class="et_pb_row et_pb_row_0">
				<div class="et_pb_column et_pb_column_4_4 et_pb_column_0  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough et-last-child">
				
				
				
				
				<div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_0  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				
				
				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: justify;"><!-- divi:paragraph -->Assim como todos os seres humanos, nós, psicoterapeutas, também temos as nossas questões &#8220;mal resolvidas&#8221;, e fazer terapia nos ajuda nesse processo de autoconhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><!-- /divi:paragraph --></p>
<p style="text-align: justify;"><!-- divi:paragraph -->Quantas vezes apareceram temas enquanto psicoterapeuta que mexeram de alguma forma comigo e tive que levar para a minha terapia.</p>
<p style="text-align: justify;"><!-- /divi:paragraph --></p>
<p style="text-align: justify;"><!-- divi:paragraph -->É através do desenvolvimento do meu autoconhecimento durante o processo com a minha psicóloga que consigo saber os meus limites, encarar o que dói, separar o que é meu e o que não é.</p>
<p style="text-align: justify;"><!-- /divi:paragraph --></p>
<p style="text-align: justify;"><!-- divi:paragraph -->E assim posso estar mais inteira para os meus clientes. Quanto mais me conheço, mais presente e aberta estou para eles.</p>
<p style="text-align: justify;"><!-- /divi:paragraph --></p>
<p style="text-align: justify;"><!-- divi:paragraph -->Além disso, estar do outro lado me faz ter um olhar mais empático com relação aos meus clientes.</p>
<p style="text-align: justify;"><!-- /divi:paragraph --></p>
<p style="text-align: justify;"><!-- divi:paragraph -->Então é isso, para mim, a terapia é um investimento para a minha profissão e para a minha vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><!-- /divi:paragraph --></p>
<p style="text-align: justify;"><!-- divi:paragraph -->E você? Faz terapia? Como você faz para se autoconhecer?</p>
<p><!-- /divi:paragraph --></p></div>
			</div>
			</div>
				
				
				
				
			</div>
				
				
			</div>
<p>O conteúdo <a href="https://laisekasaoka.com/como-me-autoconheci-atraves-da-terapia/">Como me autoconheci através da terapia</a> aparece primeiro em <a href="https://laisekasaoka.com">Laise Kasaoka</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
